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Aprender a ler e escrever uma proposta construtivista

ler e escrever uma proposta construtivista

Bibliografia quase que obrigatória na maioria dos cursos de pedagogia nos dias de hoje, o livro “Aprender a ler e escrever uma proposta construtivista” da célebre autora Ana Teberosky aborda como tema principal como fazer para alfabetizar o aluno de uma forma construtivista. Além disso, o livro aborda diversos outros temas muito importantes na vida de um educador.

Neste artigo, iremos falar sobre os principais pontos do livro que você precisa saber. Aqui, falaremos de uma maneira resumida sobre a autora, sobre os principais tópicos que ela defende, sobre o que tem escrito em cada capítulo do livro, além de diversas outras coisas importantes para que você tenha um domínio maior do assunto. Ficou interessado (a)? Então confira abaixo!

Sobre Ana Teberosky:

Autora de “Aprender a ler e escrever uma proposta construtivista”, Ana Teberosky é uma pesquisadora sobre o tema alfabetização e também é extremamente respeitada na área de psicogênese da língua. Especialmente nos anos 1970, seu trabalho junto com Emília Ferreiro trouxe diversos novos tópicos de estudos para essa área tão vasta e fez com que a pedagogia fosse unida junto com a psicologia.

Por esse motivo, para Teberosky, a alfabetização de uma criança não é apenas responsabilidade do sistema educacional, mas também de toda a parte do mundo a qual a criança está imersa. Isso porque, para ela, a alfabetização é mais do que saber a fonética das letras e das sílabas, mas sim, é preciso que a criança aprenda o sentido das palavras e das coisas.

Qual é o melhor método fonético ou construtivista?

Hoje em dia, não existem estudos que apontem qual dos dois métodos de ensino é o melhor para alfabetizar as crianças. De uma maneira geral, segundo Ana Teberosky, quem aponta que um método é superior ao outro está apenas dando uma opinião, pois, segundo a autora, como não existem estudos na área para embasar essa comparação, não podemos fechar um veredito sobre o assunto.

Resumo do livro:

Capítulo 1: 

 

O capítulo 1 de “Aprender a ler e escrever uma proposta construtivista” fala sobre a língua como um artefato escrito. Neste capítulo, a autora aborda fatos importantes sobre a história da língua escrita, como os registros dela permitiram a construção de uma memória coletiva, de comunicação, fomentou mudanças sociais ao longo da história e muito mais coisas.

Hoje em dia, segundo a autora, a língua (e consequentemente a alfabetização) são o primeiro pré-requisito para o desenvolvimento de uma sociedade (ou até mesmo de um indivíduo perante a sociedade). Nesse contexto, existem diversos tipos de níveis de domínio da língua, são eles:

  1. Executivo: domina a língua com o objetivo de traduzir a mensagem escrita;
  2. Funcional: domina a língua e sabe adaptar ela para o contexto onde ela está sendo escrita, por exemplo, sabe interpretar uma carta que foi escrita para uma figura de autoridade, sabe interpretar jornal e mais;
  3. Instrumental: consegue registrar as informações na modalidade escrita;
  4. Epistêmico: consegue interpretar a língua e usar ela para transformar o conhecimento;

 

Capítulo 2: 

Neste capítulo do livro, a autora fala sobre o conceito do que é leitura. Basicamente, a autora aborda as principais definições sobre o que é ler e defende que para conseguir compreender cada vez mais textos, o leitor precisa de conhecimento de mundo, pois, assim, ele vai compreender o que está escrito com maior facilidade;

 

Capítulo 3: 

Este capítulo do livro aborda o tópico de aprendizagem e do ensino da técnica de ler. Nele, a autora fala sobre quais são as concepções mais utilizadas pela maioria das escolas para ensinar um aluno a ler, além de falar sobre uma das principais mudanças no que diz respeito ao método de leitura: antes, acreditava-se que a leitura era memorizar e, por isso, utilizava-se a fonética das palavras e a repetição delas com a leitura feita em voz alta.

Hoje em dia, com a aceitação do fato de que a leitura pode ser mais psicológica, a leitura passou a ser considerada uma habilidade que precisa ser desenvolvida com maturação. Assim, leva-se em consideração quesitos psicolinguístico-cognitivo. Para isso, é proposto um passo a passo:

  1. É preciso fazer um resumo do que está sendo abordado e encontrar as ideias principais;
  2. Construir esquemas sobre o tema;
  3. Oferecer modelos para a compreensão do tema;
  4. Mostrar exemplos de erros para que os alunos aprendam a identificar o que está errado;
  5. Incitar a discussão sobre o tema;
  6. Utilizar estratégias de retenção de informação;
  7. Propor produção de texto;

 

Capítulo 4:

Este capítulo fala mais sobre o planejamento que deve ser feito na escola para a leitura. Nele, a autora defende que a alfabetização é feita durante toda a vida acadêmica de um aluno, pois, tendo em vista que ela é psicológica e está em constante aperfeiçoamento, o nível de proficiência é aumentado com o passar do tempo.

Capítulo 5:

 

Ao fim, o livro fala sobre como deve ser feita a avaliação do nível de leitura de um aluno. Isso porque, segundo a autora, não existe apenas as opções “alfabetizado” e “analfabeto”: existem diferentes graus de leitura e de escrita e, a depender da exposição que um aluno tem a leitura; da série na escola a qual ele se encontra; e diferentes fatores, ele pode estar em um ou outro nível.

Nesse contexto, Ana propõe a adoção dos seguintes critérios na avaliação do nível de leitura de um aluno:

  • Emoção que o aluno tem na hora de ler;
  • Se ele é capaz de buscar informações em um texto;
  • Se o aluno é capaz de verbalizar ideias;
  • Se o aluno tem velocidade de leitura e se consegue fazer em silêncio;
  • Se ele tem conhecimentos prévios;
  • Se ele é capaz de fazer síntese;
  • Se ele é capaz de apontar erros em um texto;

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